terça-feira, 24 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"O amor pode as vezes ser mágico. Mas mágica pode muitas vezes ser só ilusão."

sábado, 14 de maio de 2011

Quem ama, ama e ponto final.



Agora eu entendo que quem ama não espera. Não porque não quer, mas porque não consegue! Não por orgullho, mas por agonia! Não por impaciencia, mas pela dor que aperta o peito, deixando ele pequeniniiiiiiiinho que chega a dar dó! Quem ama não espera, por que esperar na incerteza pelo outro, é como estar amarrado de cabeça para baixo em um tronco de coqueiro, debaixo de um toró. E é ainda pior. Quem ama também não consegue ficar com raiva por muito tempo. Por maior que seja a besteira que o amado fez, o amante sempre desculpa. Sabe aquela historinha de que quem ama vê sempre o melhor no outro? Deve ser por causa disso. Quem ama desculpa logo e quer tá logo com o seu amor. Quem ama, ama. Simplesmente ama e é só. Ponto final.

"E eu não vou esperar mesmo não, sabe porque? Por que esse tal amor que o personagem finge que sente, amor dessa qualidade que tem paciência até pra esperar entre um anuncio e outro, pra somente no "voltamos a apresentar" concluir o que tinha fingido que tinha começado, esse tal amor, é somente amor de ficção, e é muito diferente desse negocio aqui que eu sinto, esse negocio de doido que eu não encontro o nome e nenhuma das palavras existentes e que num tem som e nem letra escrita que explique como ele é exagerado." 

A Máquina - O amor é o combustível.

segunda-feira, 7 de março de 2011

The Unforgiven II

 
É Carnaval e eu escutando Metallica compulsivamente!
Só porque eu amo essa música e ela narra o que eu sinto no momento!
 
"Lay beside me
Tell me what they've done
Speak the words I wanna hear
To make my demons run
The door is locked now
But it's opened if you're true
If you can understand the me
Then I can understand the you


Lay beside me
Under wicked skies
Black of day
Dark of night
We share this paralyze
The door cracks open
But there's no sun shining through
Black heart scarring darker still
But there's no sun shining through
No, there's no sun shining through
No, there's no sun shining...


What I've felt
What I've known
Turn the pages
Turn the stone
Behind the door
Should I open it for you?


Yeah!
What I've felt
What I've known
Sick and tired
I stand alone
Could you be there
'Cause I'm the one who waits for you
Or are you unforgiven too?


Come lay beside me
This won't hurt, I swear
She loves me not,
She loves me still
But she'll never love again


She lay beside me
But she'll be there when I'm gone
Black heart scarring darker still
Yes, she'll be there when I'm gone
Yes, she'll be there when I'm gone
Dead sure she'll be there


What I've felt
What I've known
Turn the pages
Turn the stone
Behind the door
Should I open it for you?


Yeah!
What I've felt
What I've known
So sick and tired
I stand alone
Could you be there
'Cause I'm the one who waits for you
Or are you unforgiven too?


Lay beside me
Tell me what I've done
The door is closed, so are your eyes
But now I see the sun
Now I see the sun
Yes, now I see it...


What I've felt
What I've known
Turn the pages
Turn the stone
Behind the door
Should I open it for you?


Yeah!
What I've felt
What I've known
So sick and tired
I stand alone
Could you be there
'Cause I'm the one who waits
the one who waits for you
Oh,


What I've felt
What I've known
Turn the pages
Turn the stone
Behind the door
Should I open it for you?


Oh, what I've felt
Oh, what I've known
I take this key
And I bury it in you
Because you're unforgiven too


Never free
Never me
'Cause you're unforgiven too."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

xx/xxx/2010





 
Veementemente aleatório
prezo pela possibilidade de mucança
tão ateu quanto evangélico
tão satisfeito quanto famélico
trago dentro do peito uma bomba pulsante que pulsa
mudança, cada minuto um sangue
novo disposto a lutar cada
minuto por algo diferente
Não que eu seja raso ou efêmero
só não sou intransigente
e me permito até mesmo
ser abstêmio.

(Devidamente citado)
RAFAEL, Mateus - Conversa no msn. Chatices. Recife, 2010.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sorrir...

Sim eu rio, eu sonho, eu choro...
Chorar?
Pois é... Já não me lembro das flores do meu quintal...
E do azul? Do belo azul? Do grande azul?
Anoiteceu...
Por que ainda choro? Com essa lua linda sorrindo para mim?
Como posso receber esse sorriso enorme e devolver apenas lágrimas?
C'est la vie, Gabi... C'est la vie...
A solidão é um estado de espírito. A ingratidão é uma escolha.
Sorrir... Retribua o sorriso da enorme lua...
No amanhecer, verei o meu querido e grande azul...
E o verde e o rosa e o amarelo...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Qual a diferença entre o capricho e o amor verdadeiro?



"SALOMÉ.
Tu não quiseste que eu beijasse tua boca, Iokanaan. Pois vou beijá-la agora! Hei de mordê-la com os meus dentes como se morde um fruto verde. Vou beijar a tua boca, Iokanaan! Não te tinha dito? Não te disse? Vou beijá-la agora. Mas por que não me olhas, Iokanaan? Os teus olhos terríveis, cheios de raiva e desprezo cerraram-se. Por que fechaste teus olhos? Abre-os, abre os olhos, descerra as pálpebras, Iokanaan! Porque não me olhas? Terás medo de mim?... A tua língua, que parecia uma serpe rubra secretando veneno, não se move mais; e nem mais uma palavra diz, Iokanaan, essa víbora vermelha que tanto veneno trazia! Estranho, não é? Como está agora a serpe rubra que não se move mais? Não me quiseste, Iokanaan.  Desprezaste-me. Disseste-me más palavras. Disseste bem junto a mim, que eu era lascívia e a baixeza; a mim, Salomé, filha de Herodias, princesa da Judéia! Eu estou viva e tu morto! Pertence-me a tua cabeça. Posso fazer dela o que quiser, dá-la aos cães e às aves do ar. Quando os cães estiverem fartos, as aves acabarão de devorá-la... Ah! Iokanaan! Iokanaan! Foste tu o único homem que eu amei. A todos sempre odiei e só por ti tive amor porque eras belo! Teu corpo lembrava uma coluna de marfim cuja base fosse prata, um jardim cheio de pombos e de lírios argênteos, uma torre coberta de broquéis ebúrneos. Não havia no mundo na mais branco que o teu corpo, nada mais negro que os teus cabelos, nada mais vermelho que a tua boca. Da tua voz se desprendiam perfumes de estranhos incensários e quando em ti meus olhos repousavam era como se ouvisse uma estranha música. Ah! porque não me olhaste, Iokanaan? Ocultavas, com as costas das mãos e a capa das blasfêmias, a face; punhas uma venda nos teus olhos como aqueles que só querem ver seu próprio Deus...Viste Deus, Iokanaan, mas não me verás jamais, e se  me tivesse visto, amar-me-ias decerto! Vi-te e amei-te. Oh! como te amei! Amo-te loucamente ainda, Iokanaan, a ti só... Tenho sede da tua beleza, tenho fome do teu corpo e nem o vinho nem os frutos podem desalterar ou acalmar o meu desejo! Que farei agora, Iokanaan? Nem as ondas do mar nem as águas da terra podem apagar esta chama... Era uma princesa, e desprezaste-me; era virgem e tomaste minha virgindade; era casta, e lançaste-me nas veias o fogo do amor... Ah! Ah! porque não me olhaste? Ter-me-ias decerto amado! Bem sei que terias me querido... O mistério do Amor é muito maior que o mistério da Morte."
"A única diferença entre o capricho e o amor verdadeiro é que o capricho dura um pouco mais..."


WILDE, Oscar - Salomé. São Paulo. Martin Claret Ltda., 2003.